O Denver Nuggets mostrou força de candidato mesmo com desfalques importantes e venceu o Boston Celtics por 114 a 110 no TD Garden, em um jogo que mudou de dono no momento em que mais pesa: o último quarto. Sem Nikola Jokic, Denver encontrou pontos onde poucos esperavam e teve controle emocional para fechar a noite em Boston.
Watson incendiou o ataque
O nome do jogo foi Peyton Watson. Ele foi agressivo atacando closeouts, ganhou confiança a cada posse e terminou com 30 pontos, incluindo 6/7 do perímetro. Quando a defesa dos Celtics tentou colapsar no garrafão, Watson puniu com bola rápida, soltando o arremesso sem hesitar.
Murray foi o maestro: 17 assistências
Se Watson foi o gatilho, Jamal Murray foi o volante e o cronômetro do time. Além de 22 pontos, ele distribuiu o jogo com paciência e leitura perfeita, registrando 17 assistências (marca pessoal) e ajudando Denver a encontrar sempre um bom arremesso na reta final.
Destaque da virada: Denver encaixou uma corrida de 14–0 no quarto período e transformou um jogo parelho em vantagem real para administrar no fim.
Boston brigou, mas pagou o preço dos detalhes
Do lado dos Celtics, Jaylen Brown sustentou o ataque com 33 pontos, mas Boston oscilou quando o jogo apertou. Mesmo com a energia nos rebotes — Neemias Queta teve 20 rebotes, sendo 10 ofensivos — o time não conseguiu impedir a sequência decisiva dos Nuggets. Boston também esteve sem Jayson Tatum, o que reduziu opções de criação no ataque em trechos importantes.
O que essa vitória diz sobre os Nuggets
Para Denver, o recado é direto: mesmo sem o seu principal astro, o time tem estrutura para competir em alto nível, principalmente quando a defesa encaixa e Murray controla o ritmo. Para Boston, fica o alerta: rebote e esforço mantêm qualquer equipe viva, mas fechar posses e executar com clareza no quarto período ainda é o que separa vitória e derrota em jogos grandes.
